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Bettie Page

uma das minhas Pin ups preferidas (L). 
Bettie naceu em 1923 e morreu em 2008 deixando grande saudade a todos que a admiravam. Foi e continua sendo uma inspiração para muitas pessoas - principalmente para as que admiram o Mundo Pin up.
Não é atoa que a Diva é chamada de Rainha das Pin ups, sensual e doce, sua marca registrada era o cabelo, sem dúvida, acompanhado de uma franjinha tão sua que influenciou muita gente.

Os pais de Page passaram por problemas financeiros em 1929 (Queda da Bolsa)  levando ao divorcio em 1932. Seu pai, Walter Roy Page, passava por problemas de alcolismo e sua mãe, Edna Pirtle, trabalhava para manter a família. Nessa situação Bettie e suas duas irmãs foram enviadas para um orfanato por um ano. Alguns anos depois com a família já recuperada Walter volta e violenta a própria filha, agora com 15 anos.
Logo cedo a menina Bettie aprendeu a ter responsabilidades e a tomar decisões. Mantinha seu tempo costurando, era uma estudante excepcional e sempre mostrou interesse pelo cinema. Formou-se bacharel em Artes no Peabody College e coordenou o grupo de arte dramática em 43. Nesse mesmo ano casa-se com Billy Neal, seu namorado, e mudam-se para São Francisco onde obteve seu primeiro trabalho como modelo largando sua breve carreira de secretária. Costumava viajar muito com seu marido, principalmente para o Taiti, revelando uma beleza exótica para a época que foi muito explorada por Bettie, assim como Luz Del Fuego - Mulheres bronzeadas. Bettie teve muita influencia nesse aspecto e inclusive na moda criando maiôs, bikinis e a sua clássica tanga de oncinha.

Após 5 anos de casamento vem o divorcio e a sua volta para NY. Em 1950 conhece o policial Jerry Tibbs, fotógrafo amador, que cria a Pin up Bettie Page. Certa vez Jerry disse a Bettie que sua testa era larga demais então a Diva eterniza sua franja convexa. Mas apenas os fotógrafos Irving Klaw e Bunny Yeager imortalizaram Page. Klaw impôs o pagamento de suas fotos apenas mediante poses com bondage. O então presidente do Senado Carey Estes Kefauver contrário as fotografias com apologia ao Sadomasoquismo requisitou a modelo a depor gerando muita polêmica entorno da sua carreira. Porém o trabalho abriu vários caminhos para a modelo, por exemplo a Playboy, foi uma das primeiras Playmates do mês da Playboy em 1955. No mesmo ano recebe de Hugh Hefner o titulo de "A Miss Pin Up Girl do mundo". A única a ter tal título. Foi capa de várias publicações populares da época como Eyeful, Beauty Parade ou Wink. Além disso Bettie se tornou um ícone do Sadomasoquismo e para alguns o ícone da imoralidade.
Mais tarde casa-se com Armand Walterson e em 1958 desaparece da vida pública sem razão definida. Soube-se que após o seu último casamento tornou-se religiosa, o que poderia ter influenciado o abandono da carreira. Divorcia-se em 62 porém desde os 90s Bettie não deixou mais que a fotografassem. 


"A magnífica Bettie Page não trás nenhum perigo no seu erotismo. Ele é simplesmente doce, e ligeiramente engraçado. Os momentos negros de sua vida, como o abuso que sofreu na adolescência por um grupo de jovens e pelo pai é esquecido eternamente na busca pela felicidade, liderança e carisma."


Suavemente bronzeada, profundos olhos azuis e cabelos pretos como carvão foram a inspiração suficiente para estimular a imaginação, até mesmo os fotógrafos menos experientes. 
Com segredos tão escuros quanto à meia-noite e um sorriso brilhante como o dia, Page era muito mais do que um modelo pin up, ela era simplesmente a melhor. Uma lenda eternizada, cada faceta da vida de Bettie capta a personalidade do interesse e devoção dos milhares de fãs que acompanharam sua trajetória até o dia do seu desaparecimento misterioso. Doce e impertinente, tímida e ousada, simples e exótica, brilhou como nunca antes visto na indústria da moda. 


Bettie foi considerada a Pin up mais famosa da história, além de ousada e provocativa foi uma lenda, um enigma até mesmo para ela. É também um fenômeno do underground, uma enigmática bad girl next door. 
Pioneira da revolução sexual nos anos 60, suas fotografias sensuais viraram pôsters espalhados por todo os Estados Unidos. A Bettiemania ainda vem crescendo de forma absurda.


"Você poderia esperar duas coisas quando se fala da rainha do PIN-UP dos anos 50 nos EUA: Em primeiro, uma linda jovem com um tolo e doce olhar usando os mesmo trajes de Adão e Eva ou em segundo lugar, um triste olhar cheio de lágrimas de uma mulher machucada no passado escondido atrás do sorriso e das câmeras fotográficas."


The Notorious Bettie Page (2005), filme sobre sua vida.

Sobre o filme: "Nudez, fetiches e moralismo misturam em Bettie Page, sobre uma das mais sensuais e conhecidas pin up de todos os tempos. Dirigido por de Mary Harron, a modero encantou os americanos dos anos 50 é vivida por Gretchen Mol, em um filme que revela as estreitas relações entre pornografia e repressão sexual.
Bettie é uma garota bonita, criada tradicionalmente em uma familia religiosa do Sul dos EUA. Depois de passar por um casamento fracassado entre outras experiências traumáticas, ela se muda para NY. É que lá que um fotógrafo amador faz suas primeiras fotos, dando ínicio a uma vertiginosa carreira de modelo. A beleza a sensualidade da moça a transformam em uma das mais famosas pin ups de todos os tempos. A carreira, no entanto, é interrompida quando um senador americano dá ínicio a uma dura perseguição a pornografia, transformando Bettie no símbolo da imoralidade. 
Além de contar a história de uma das mais famosas modelos de revistas masculinas da década de 50, Bettie retrata a sociedade americana do período e discute questões que cercaram a vida da personagem, em especial, como o sexo era visto dentro de uma sociedade moralista.
A diretora Mary Harron, de Psicopata Americana, opta por diferenciar os dois momentos da carreira de Bettie Page ( Em NY com a dupla Irving e Paula Klaw, azendo fotos e curtas em estúdio para clientes exclusivos; e em Miami posando ao ar livre para a ex-modelo Bunny Yeager, trabalhos que ficaram mais conhecidos na época) através da oposição entre cenas preto e brancas e cenas super coloridas."



Aos 85 anos em 11 de dezembro de 2008, de pneumonia, uma semana após sofrer um ataque cardíaco do qual não recobrara a consciência entrando em coma, morre a Diva Bettie Page.

Mais fotos da Diva:
















SeeYaRockers!
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Vivi West

Vivianne, I LOVE YOU, Westwood é uma das minhas estilistas preferidas. (Ah...deu pra perceber?). Então aqui está ela! Preparem-se para uma viagem deliciosa pela vida dessa estilista maravilhosa.


Vanguardista, excêntrica e audaciosa cria/criou roupas com conotação política, críticas sociais e temas eróticos. Suas criações não são apenas coleções e roupas, são verdadeiras obras de arte, com muitas cores, couro, espartilhos, saias, estampas de animais, terninhos, rasgos, plataformas, estampa escocesa (xadrez), exageros e afins, mesclando a moda atual com a clássica e prezando sempre a feminilidade. Vivi mostra pra que veio e deixa claro sua opinião e gosto. "A única razão pela qual estou na moda é para destruir a palavra conformismo." É impossível não se surpreender com essa mulher à frente do seu tempo, completamente inovadora e autentica.


Vivi West nasceu Vivienne Isabel Swire, em 8 de abril de 1941 em Glossop (Aniversariante do mês passado, por isso me identifico tanto, amo arianos!). Sua primeira influência foram seus pais: sua mãe era uma tecelã e seu pai sapateiro. Desde a infância custumizava suas roupas e uniforme escolar, já nascia aí Vivianne westwood. O sobrenome foi encorporado ao seu nome aos 17 anos após o casamento com seu primeiro marido Derek Westwood com quem teve seu primeiro filho, Benjamim.


Vivi estudou moda em Londres na Faculdade de Arte de Harrow e em 1971 fundou sua primeira loja, Let it Rock - inspirada no rock originado dos 50s que negava as influências 'peace and love'. A Let it rock vendia roupas, discos, acessórios e tudo que estivesse ligado ao rock. A partir daí a estilista começou a criar visando o público 'marginal' das periferias de Londres - As punks tinham uma imagem própria, nova estética e linguagem sem inibições.
Devido a várias polêmicas envolvendo sua loja mudou o nome várias vezes, entre eles 'Too Fast to Live, Too Young to Die', o último e mais conhecido foi Sex inspirado em Sex Pistols (L). É! Seu segundo marido e sócio, o Teddy Boy Malcon McLaren (Pai do seu segundo filho Joseph), era produtor da banda na época.

Vivi e MacLaren
A Sex tinha um design erótico com alusão ao BDSM, couro, correntes, spikes, peças rasgadas, estilo pin-up, escocês, sec XVII e XVIII, motocicletas, makes e penteados escandalosos. O que hoje em dia é muito comum, mas era inusitado para a época, o que atraiu os mais variados e excêntricos clientes. Mas como sempre a 'moda' passa, ou não! O movimento punk foi perdendo força e com ele sua moda. Pelo fato de vestir bandas, incluindo Sex Pistols, e baseado no estilo que ela produzia ficou conhecida como a "estilista-punk", titulo que é atribuído a ela até hoje.
Ainda hoje a loja onde funcionava a Sex é de sua propriedade onde mantém uma loja chamada World ends que vende roupas para punks, heróis, dândis e piratas segundo ela.

World Ends
Ainda na década de 80 se divorcia, muda-se para Itália e se casa com Marc Andréas. ah...L'amore!  Vivi conheceu Marc na Academia de Artes Aplicadas de Viena, onde dava aulas. Que ambiente perfeito para se apaixonar, não?


Em 81 cria sua coleção Pirates inspirado no século XVII e XVIII, romântico e histórico, mas com a sua pegada, única. "...É tão importante olhar para o passado. Porque as pessoas tinham gosto, e eles tinham ideais de excelência. Essas coisas não voltarão a menos que se olhe para o passado" (VivianneW.)


Em 82 desfila em Paris que desde Mary Quant - a dona das minissaias - não via inglesas! A partir daí começa a produzir coleções inspiradas na história da moda e do mundo, mas exagerada e colorida como sempre, um diferencial, tornando-se um destaque no mundo da moda. Em 85 foge a tendência da época e cria uma coleção inspirada no ballet "Mini Crini" referência a crinolina. Tule, vestidos de época, corsets, poás, Lolitagens e Monarquia. A estilista ressuscitou o corset e o reinventou como peça 'sexy'. O toque romantico com pitadas de história da moda ainda prevalecia.


Ainda cercada de polêmicas em 94 expõs bumbuns nas passarelas. Criou vestidos de noiva, fragâncias (Libertine e Boudoir). Em 87 fez uma coleção para público masculino com muito erotismo e em 97 para as meninas baseada no tema: escocês. Irônica? Sim! Sempre rodeada de polêmicas, não parou mais. A partir daí ganhou muitos prêmios, deu aulas na Europa e abriu lojas no mundo todo!


 Atualmente tem sua própria linha das sandálias nas Lojas Melissas, para nossa alegria. Aliás suas sandálias da Melissa são versões e adaptações da sua coleção de sapatos. Seus sapatos sempre foram tão incríveis e inusitados que ela ganhou uma exposição apenas sobre eles em 2010.


Preciso dessa Melissa e não acho =(

Outra Melissa


Vivi nunca perdeu sua identidade inusitada, sempre antenada produzia conforme a música e acontecimentos, sempre mostrando com transparência seus ideais. Não é atoa que ela é o centro da moda inglesa há 34 anos, influenciando o mundo! Teve a retrospectiva de sua vida e carreira exposta no Museu Victoria & Albert de Londres, foi apontada no livro Chic Savages como uma das 6 melhores estilistas do MUNDO e como estilista do ano duas vezes. Aos 64 anos ganhou o titulo de Lady da Rainha Elizabeth II da Inglaterra. Tá bom ou quer mais?

Essa é a minha estilista favorita!
Ainda hoje a estilista produz, diga-se de passagem fiel ao seu estilo: exagerada, supreendente e anárquica.  A estilista exerceu uma influência sobre a moda maior do que muitas pessoas pressupõem. É inegável a sua GRANDE influência na moda das subculturas trazendo o novo e o impossível a todo instante. Vivi West é uma grande estilista, talentosa, espontânea, única e Mãe da moda alternativa.


SeeYaRockers!
xxx

Diva: Liz Taylor

"O papel mais difícil que já enfrentei foi o de amadurecer." Elizabeth Taylor


Semana passada o mundo se despediu de Liz ou Elizabeth Taylor, que concerteza marcou a história do cinema. Então mais um post-homenagem para a Diva que vai deixar saudades.


Filha de pais americanos, começou a carreira cinematográfica ainda criança, quando foi descoberta aos dez anos. Contratada pela Universal Pictures, filmou There's One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Assim como o amigo pessoal Mickey Rooney, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estreia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permanecer no estúdio tornou-se o maior sonho.




Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, na década de 1950 filmou A Place in the Sun (Um Lugar ao Sol), com o ator Montgomery Clift; Giant (Assim Caminha a Humanidade), com Rock Hudson, ambos atores homossexuais e dos quais se tornou grande amiga. Nessa década faria ainda The Last Time I Saw Paris (A Última Vez Que Vi Paris), ao lado de Van Johnson e Donna Reed. Ganhou duas vezes o Oscar de melhor atriz: primeiro por Disque Butterfly 8 (1960) e depois por Quem tem medo de Virginia Woolf (1965). Em 1960, se tornou a atriz mais bem paga do mundo.


Liz, como foi mais conhecida, foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos; a marca registrada são os traços delicados e olhos de cor azul-violeta, sempre bem delineados e marcados, emoldurados por sobrancelhas espessas de cor negra.  Na boca quase sempre usava um vermelho vibrante.


Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano, é uma compulsiva colecionadora de jóias. A grande marca registrada de Elizabeth Taylor na moda eram as joias, sempre poderosas, com brilhantes e pedrarias raras. Seu outro grande segredo de beleza eram os perfumes. Ela dizia não passar um único dia sem eles e acreditava que o cheiro era fundamental na sedução e na feminilidade.

Além de papéis inesquecíveis no cinema – como Cleópatra (1963) – Liz deixou sua marca na moda, nas joias poderosas, na beleza, nos olhos delineados e nos relacionamentos, com seus oito casamentos. Referenciada como uma das mulheres mais belas e desejadas entre os anos 40 e 60, Liz casou-se oito vezes. A união mais marcante foi com o ator inglês Richard Burton, com quem atuou em Cleópatra.






Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Who's Afraid of Virginia Woolf? (Quem tem medo de Virgínia Woolf?), adaptação de texto do dramaturgo Tennessee Williams pela qual ela ganhou seu segundo Oscar, The Comedians (Os Farsantes) e The Taming of the Shrew (A Megera Domada), versão cinematográfica da célebre peça de Shakespeare.


Conrad Hilton Jr, seu primeiro marido, era um “bon vivant” e um dos herdeiros da rede de hotéis Hilton. A união durou apenas 1 ano (1950-1951).
Teve dois filhos com Michael Wilding: Michael Howard Taylor Wilding, nascido em 1953, e Christopher Edward Taylor Wilding, nascido em 1955.
Mike Todd era produtor de cinema e milionário, seu terceiro marido e pai de sua filha Elizabeth Frances (Liza) Todd. Com apenas um ano de casados (1957-1958), Todd faleceu em um acidente de avião, deixando Taylor viúva.
Com o ator britânico Richard Burton, Liz se casou duas vezes. A primeira durou nove anos (1964 – 1973). Voltaram a ficar juntos em 1975, mas se separaram menos de um ano depois. Durante esse período o casal adotou a quarta filha da atriz, Maria Burton.
Seu sexto marido foi o político John Warner, e a união durou de 1976 a 1982
Em 1991, Liz se casou com o caminhoneiro Larry Fortensky, um alcoólatra recuperado que em 1998, dois anos depois de se separar de Taylor, foi preso por assaltar uma namorada. Com o fim do oitavo casamento, em 1996, a estrela jurou nunca mais se casar.
Da esquerda para a direita: Richard Burton, John Warner e Larry Fortensky
Da esquerda para a direita: Conrad Hilton Jr, Michael Wilding, Mike Todd e Eddie Fisher


Em 1997 a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor do cérebro. No passado, a estrela também já teve problemas com o vício em álcool e drogas.
Foi pioneira no desenvolvimento de acções filantrópicas. A despeito de ter nascido fora dos EUA, em 2001 recebeu do presidente americano Bill Clinton a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus vários trabalhos filantrópicos. Nessa época se agravaram os problemas de saúde, ganhando peso e sendo levada a internações recorrentes em hospitais.
Taylor tratou vários problemas de saúde ao longo dos anos, incluindo as questões relativas à insuficiência cardíaca crônica. Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas havia mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica. Em fevereiro de 2011, apareceram novos sintomas relacionados à sua insuficiência cardíaca, o que a levou a ser internada no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles para tratamento, onde morreu na manhã do dia 23 de março após uma cirurgia, aos 79 anos de idade.



" A questão não é ter, é obter. "
Elizabeth Taylor


À eterna Liz Taylor, dona dos mais adoraveis e úncos olhos azul violeta!



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