Hello, chers!

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Falando em coelho...

Primeiro, queria explicar que estava com uma imensa vontade de fazer esse post, mas tem duas semanas que estou em provas exaustivas e depois viajei no feriado e acabou não rolando. Mas como nunca é tarde, quero fazer o meu post sobre as Peles da Arezzo.



Pelemania ou Mania de Maldade?

Preservação ambiental, direitos humanos e dos animais já fazem parte da política de muitas companhias, e é a preferência da maioria dos consumidores. "Sou consumista, mas sou limpinho!". Mas eis que chega a Arezzo com sua coleção com peles de raposa, coelho e couro de cabra. Não é de se espantar que a sociedade se indignou. A futilidade chegou a níveis gritantes, já é hora de dar um basta a mulheres extremamente consumistas que levam o glamour às últimas conseqüências. Afinal, se a marca produz é porque tem quem compre! Por outro lado essa atitude imbecil da empresa refletirá por muito tempo não só nas vendas, mas também na imagem da loja e de seus produtos. Uma péssima visão de marketing aliada a uma tremenda falta de ética, na minha opinião. O boicote traduz a esperança nesse mundo de ninguém.
Hoje em dia temos tecnologia suficiente para fazermos peças sintética, assim como inovar tecnologias para o alto consumo e preservar o meio ambiente, seja ele fauna ou flora. Será que finalmente o ‘homem’ vai usar a tecnologia e a inteligência a seu favor, ESTÁ NA HORA…Será mais caro? Paciência, acho que tem outras coisas mais importantes em cheque e isso deveria ser sim, uma consciência universal – o respeito! Não importa que no Brasil não temos clima para usar esse ou aquele item, a ética não tem fronteiras, nem clima tropical.
Nada adianta se esbanjar numa churrascaria e vir querer dar uma de ‘consciência ecológica’, ou desperdiçar água, ou jogar lixo no chão, desperdiçar papel, maltratar um animal de rua, e até mesmo um ser humano, por arrogância, prepotência ou o que for…(dizem alguns por aí). Mas esperai, O importante é fazer o que está ao seu alcance, mesmo que seja o mínimo. É uma questão de bom senso!
A vaca, o coelho, a ovelha, etc são todos animais e merecem respeito, a questão não é pele exótica, é pele! Assim como boicotamos essa coleção da Arezzo que tal boicotarmos também a industria do couro e só usar sintéticos? outros tantos detalhes que se juntos decidirmos não usar, podemos fazer a diferença. Tudo isso é uma questão básica de justiça, será que é justo maltratar, não encontrei sinônimos, e matar animais por luxo? Por prazer? O mundo está cada vez mais cruel. Todo dia tento enxergar seu lado bom, pra isso é preciso dinâmica, exercício, conjunto.

Cruela Devil traduzindo a indole Arezzo. Desde criancinhas aprendemos!
O presidente da Arezzo alega que é uma tendência! Leia aqui. Eu traduziria com um termo simples e típico: Maria-vai-com-as-outras. Se tudo que for tendência usarmos sem consciência/inteligência e com oportunismo a que ponto iremos chegar? A ética vai pro espaço de mãos dadas com o caráter. Num mundo altamente capitalista chega a hora de pensar em questões básicas, para resultados um pouco menos caótico. O sistema é bruto, mas será que é assim que o queremos? A questão vai além de comprar, comprar e comprar, CHEGA! A moda tende a evoluir para a conscientização, nasce uma nova visão de mundo que não cabe crueldades dessa natureza.


A diferença entre alimento e artigo de luxo é gritante, acho falta de argumento falar que quem não é vegetariano não tem direito de opinar. Quem é que define quem tem direito de falar? Visto a liberdade internética e as redes sociais existentes, que nos permitem falar e o melhor: ser ouvido. Visto as mudanças constantes que devemos a essa ferramenta. Quem fala uma coisa dessa só pode ser um ditador em potencial.
Bom, tudo isso que eu disse é embasado em fatos: Alguns produtos da Arezzo só foram retirados das prateleiras graças a repercussão nas redes sociais! Isso significa tapar o Sol com a peneira porque mais peças poderiam ter sido retiradas, pra não dizer todas. Mas já é alguma coisa. O que VOCÊ acha, será que não deveríamos mesmo falar? A era da ignorância e do silêncio acabou quando nasceu a rede, ou a força, social. Graças a isso, a Arezzo perderá muitas vendas, de pessoas que se enojaram, apesar de achar alguns itens lindos (sem pele, claro). Pra falar claramente: Perdemos o tesão! Daqui pra frente a Arezzo e outras marcas pensarão um milhão de vezes antes de comercializar algo do tipo. Por isso um salve a quem tem coragem de botar a 'boca no trombone'.
Tendo em vista o mundo caótico que estamos inseridos, uma simples atitude pode representar muita coisa, uma mudança de hábito, um peso na conscienciosa, um despertar…

Segue um video via Cherryland:


Segue um link de um post que fala sobre a Fast Fashion e a exploração de mão-de-obra, que também cabe nesse meu protesto. O Mundo Fast Fashion


SeeYaRockers!
xxx

O Mundo Fast Fashion

Esse post vem com um pouco de atraso, admito! Mas como não fazê-lo? Com essa loucura fast-fashion que sempre rolou, aliada ao frisson dos últimos tempos e coleções - desde Stella McCartney, passando por Cris Barros, Aguilhera e que ainda vai até Gisele Bunchen.



Entendendo o mundo Fast Fashion

Começando do começo fast-fashion é o termo utilizado para produção rápida, com novidades a todo o tempo, aumentando assim o faturamento das empresas. Temos exemplos de marcas que aderem a esse sistema como a Zara e H&M, e redes de varejo como a C&A, Renner, Riachuelo, Marisa e Hering.
A idéia é compactar as coleções, inovando os modelos, descartando o que não vende e repondo o que vende. Isso dá certo até certo ponto. Como as peças acabam rápido, porque só são repostas as que vendem mais, acontece que um dia pode ter aquela peça maravilhosa disponível e no dia seguinte não ter mais, isso também acontece com os tamanhos, cores, estampas, e outros detalhes, exemplo claro do que aconteceu na coleção da Cris Barros.
Assim a loja cria uma relação de amor e ódio com o consumidor (That's the game), ele não espera por liquidações, compra a peça que gostou pois ela pode acabar e em conseqüência compra mais, mesmo que não esteja precisando, traduzindo o consumismo desenfreado que muitas vezes nos pega de jeito, né meninas? Mas para as lojas o sistema é eficaz, estabilizando o faturamento e reduzindo efeitos de sazonalidade. Normalmente, as lojas vendem bem no mês de lançamento e depois a freqüência cai, já nas fast fashion há sempre uma novidade. Mesmo que tenham muitas peças no estoque, essas só vão para as vitrines aos poucos, o que dá mais movimento e fluidez às vendas. Com menos peças encalhadas e liquidações, menos queima de estoque, mais lucratividade. Em muitas lojas as peças não são dividas por coleções mas sim por temas, o que garante a rotatividade semanal. 
Mas tudo nessa vida tem o lado bom e o ruim, nesse caso o pecado é a baixa qualidade, justificada por esse bombardeio de novidades que não permite um acabamento perfeito, o que resulta num precinho mais camarada, o que atrai muito, muito mais que as novidades. A partir de todas essas informações chegamos num outro importante instrumento do varejo: o crédito farto. Então, conclui-se que por traz do slogan "temos sempre novidades" a intenção verdadeira é vender mais e rápido. 
A tendência, agora, são grandes estilistas assinando pequenas 'coleções', onde temos uma moda sofisticada para todos, por um preço menor. E os detalhes e acabamentos? Quase sempre pecam. E as peças tão parecidas com as ordinárias, de sempre, será o mesmo só que agora com assinatura?
O que eu pude perceber nas últimas coleções assinadas por nomes importantes do mundo da moda são peças comuns, que poderiam ser feitas por qualquer estilista, sem inovação, diferencial, muito parecidas com peças já vendidas nas lojas só que com um preço mais salgado e mesmo assim 'baratos' por terem uma assinatura top. Pra quem tem faro e tato não é tão fácil de iludir assim!


Para quem quer entender um pouco mais e se aprofundar existe um livro "A Revolução Fast Fashion", de Enrico Cietta publicado no Brasil pela Ed. estação das Letras e Cores, que traz essas e muitas outras informações sobre esse mundinho fashion.

Stella McCartney

Em março chegou as lojas C&A a coleção assinada por Stella McCartney, londrina, diretora criativa da Chloé. McCartney abordou uma coleção outono-inverno com estilo minimalista. 
As peças são bonitas, mas devemos lembrar que a estilista é londrina e grande parte de sua coleção não é usada na maior parte do Brasil, mesmo no inverno. Não posso deixar de focar que a coleção é bonita e chique, mas também que é um pouco C&A demais para seus preços que variam de 70 à 500 reais, certo? O ponto positivo aqui é a consciência ecológica da estilista. 
Confesso que gostei de algumas peças, mas nada que eu não encontre por um preço mais barato, anônimamente, na própria C&A ou em outra fast fashion, reflita...


Cris Barros

Há mais ou menos uma semana as peças da Cris Barros chegaram a Riachuelo e já acabaram - sim, eu fui lá conferir. - A coleção era o que esperávamos: moderna, com cores da estação, tendência da moda que vemos em qualquer lugar como animal print e couro e preços MÉDIOS. Confesso que gostei bem mais da coleção da Cris Barros do que da Stella McCartney, apesar de só duas peças terem me atraido, a calça de oncinha e uma sainha de tule - que eu não levei por já ter acabado - Mas como no caso Stella são peças que podem ser encontradas em qualquer outro lugar, como em outras lojas fast fashion e inclusive na própria Riachuelo eu já vi peças parecidissimas só que por um preço mais bacana. 
A primeira regra básica das consumistas de lojas fast fashion é experimentar e pensar se você vai mesmo usar aquela peça, não adianta comprar porque é linda, chique e está super in, e não ter nada a ver com você, certo? Depois vamos combinar que continuamos vendo MAIS do mesmo assinado pela Cris Barros. O que mais chama a atenção é o marketing que funcionou muito bem, algumas peças esgotaram em poucas horas, ponto pra Riachuelo, marketing é tudo!


Ps. Eu realmente queria aquela saia de Tule e não consegui comprar! :( Mas eu não duvido que acho uma parecida nas minhas andanças fast fashions da vida, se achar conto aqui pra vocês e confirmaremos a minha teoria da conspiração. rs!!!

Cristina Aguilhera

A coleção da Cristina Aguilhera para a C&A (que eu não preciso explicar quem é, né, porfavor) estava realmente muito vulgar, digo: ousado, mas eu confesso que gostei de várias peças! Não em conjunto, mas usadas separamente da pra montar um look bonito e sensual, sem vulgaridade. Mas será que eu preciso ser redundante e repetir tudo o que eu disse das outras coleções? NOOOT - com o diferencial que gostei de mais peças em número, todos se espantam, inclusive eu.


Gisele Bunchen


Agora pe a vez da Gisele mostrar sua nova coleção, o que será que vem por aí? Não perca os próximos capitulos...rs!

Além do que se vê

Aprofundando um pouquinho mais, numa matéria que li no Coletivo Verde (@coletivoverde) por Guilherme Augusti Negri, nos deparamos ainda com mais problemas que vão muito além do comprar, comprar e comprar, leia:



"Também questionando esta conta irracional a jornalista do Guardian Lucy Siegle escreveu uma matéria que investigou o impacto desta política  nas fábricas e nas pessoas que produzem estas roupas. As fábricas destes grandes varejistas estão localizadas em países subdesenvolvidos como Cambodia, Bangladesh e Índia aonde é comum o trabalho análogo à escravidão infantil. É basicamente uma constante as pessoas que produzem estas peças tem péssimas condições de trabalho e salários baixíssimos. Ela pede para visualizarmos: “Imagine uma fábrica  recebendo um fax de última hora ´pedindo´ para que uma peça seja modificada. Ela não tem capacidade, mas você acha que eles irão recusar um pedido de seu cliente? É claro que não, eles simplesmente vão dar um jeito de atender a este pedido”. Adivinhe quem sofre neste processo? Claro as pessoas que serão exploradas a trabalhar mais, em piores condições e com um prazo menor. E os grandes varejistas aproveitando a posição de poder continuam a pressionar estes fornecedores exigindo prazos mais rápidos e preços mais baixos, as fábricas não querem perder os clientes e fazem tudo o que se pede e toda a “bomba” cai no colo destes trabalhadores que são explorados até o limite. Neste rítimo frenético não há espaço para respeito, calma, qualidade e muito menos sustentabilidade. E se você pensa que isto só acontece em países longe daqui ou é exceção é só lembrar o caso que relatamos aqui no blog sobre um dos maiores varejistas brasileiros a Marisa, ela contratou fornecedores que mantinham pessoas trabalhando em semi-escravidão. O Fast Fashion é uma máxima do consumismo que nos diz: compre freneticamente, descarte o que puder e não pense sobre isto. Nós estamos justamente em um momento em que precisamos repensar as nossas atitudes e ter mais consciência de nossos atos. O planeta esta sofrendo e estamos caminhando rumo a um ecocídio, as mudanças precisam começar conosco. O fast fashion é ruim para as pessoas e é ruim para o meio ambiente. Na sua próxima compra pare e reflita alguns segundos, pense na história daquele produto,  quem o produziu e em quais condições? De preferência a produtos com matérias primas sustentáveis e processos socialmente mais justos. Sim ainda eles são um pouco mais caros e difíceis de se encontrar, mas dê o primeiro passo, troque um produto de sua lista de compras por um produto mais consciente e vá fazendo aos poucos, sua atitude irá manter viva as empresas que fazem diferença e sua ação vai melhorar a vida de milhares de pessoas."

SeeYaRockers!
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